Automutilação, é definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Os atos geralmente tem como intenção o alívio de dores emocionais e em grande parte dos casos essas pessoas sofrem de distúrbios psicológicos, como o Borderline - que causa picos extremos de alteração de humor - e a depressão. As formas mais freqüentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo e queimar-se.
Automutilação, nesses indivíduos, não está associada ao suicídio ou para-suicídio. A pessoa que se auto mutila não está, usualmente, querendo interromper sua própria vida, mas sim usando esse comportamento como um modo de cooperação para aliviar dor emocional e desconforto. Também pode ser usado como substituição de dores corpóreas, isso é uma dor maior para substituir uma dor menor.
Quando a pessoa se corta, bloqueia o cérebro, por alguns instantes, a assimilar outros tipos de pensamento além da dor física. E também existe a ilusão de que a garota está no comando dos próprios sentimentos e pensamentos, o que traz impressão de segurança. Mas essa sensação de conforto é momentâneo, assim voltando e a pessoa mergulha em sua tristeza.
O auto mutilador tende a ter grandes dificuldades para se expressar verbal ou emocionalmente, portanto, não consegue falar publicamente sobre suas angustias nem chorar diante de outras pessoas. Há relatos de pessoas que com o passar do tempo sentem-se incapazes de chorar até mesmo quando estão sozinhas. Essa dificuldade de expressão acaba, em muitos casos, sendo um forte fator que desencadeia o comportamento auto mutilador. Alguns indivíduos afirmam que escrever (textos, poemas, contos, músicas, etc.) lhes parece de grande ajuda, como uma forma de expressar suas emoções, o que não conseguem fazer de outras formas. Desse modo, a necessidade de se auto mutilar diminui significantemente.
A doença tem acometido cada vez mais pessoas e, nos dias atuais, tem sido observada sua crescente associação a problemas como Depressão, Transtorno Bipolar, Síndrome do pânico, Bulimia, Anorexia, Bullying, dentre outros.
A associação psicoterapia e medicação tem se mostrado eficaz nos casos de automutilação. A psicoterapia, nestes casos, tem como um dos objetivos ajudar o paciente a identificar outras formas de lidar com frustrações, que sejam mais eficazes do que seu comportamento. Ainda não há medicação específica indicada para que o paciente pare de se mutilar, entretanto, a medicação pode ser indicada para alívio dos sintomas depressivos e ansiosos que podem colaborar para a manutenção do comportamento.
Se prestarmos atenção em redes de comunicação, podemos perceber que esse assunto está presente entre os jovens. Vemos muitas vezes textos criados por adolescentes onde explicam essa vontade de se auto mutilar e até mesmo admitindo tal ato.
Agora você pensa: Se esses adolescentes admitem se auto mutilar, porque os pais não fazem algo para ajudá-los? No século XXI os pais estão cada vez mais ausentes da vida dos filhos, eles não sabem os tipos de problemas que seus filhos têm, se eles têm alguns distúrbios e etc e muitos nem se preocupam em procurar saber disso.
O adolescente muitas vezes se sente protegido na internet por saber que seus pais não acessam as mesmas redes sociais que ele, o conforto em comentar entre um post e outro sobre o assunto se torna comum. Os adolescentes se sentem livres no anonimato da internet.
Ameii o blog, você fez isso sozinha?? to brincando. você escreve muito bem continue utlizando este falento.
ResponderExcluirbeijoos Aryanne =D